Tecnologia ainda mais valiosa


A América do Norte, a Ásia e a Europa dominam a tabela elaborada pela Brand Finance. Nela apenas surge uma empresa de outro continente, a milionária petrolífera da Arábia Saudita, agora cotada em Bolsa, a Saudi Aramco. O valor das marcas não se confunde com a avaliação de mercado das empresas, correspondente ao somatório do valor das acções cotadas, assentando em vários factores, como os investimentos efectuados em marketing, por exemplo.

As quatro marcas mais valiosas do mundo são norte-americanas, intrometendo-se, na quinta posição, a Samsung, da Coreia do Sul, e, na sexta, a sigla que designa o colosso financeiro chinês ICBC. As marcas chinesas reaparecem na tabela em nono e décimo lugar através da seguradora Ping An e da tecnológica Huawei, a primeira com uma expressiva valorização. Tanto Ping An como Huawei ganharam posições na tabela. O mesmo acontece com a primeira marca europeia que nela figura, a alemã Mercedes-Benz. Aliás, as marcas germânicas do sector automóvel dominam o 'ranking' europeu, que engloba ainda empresas de comunicações, como a Deutche Telecom, consultoras, como a EY, retalhistas de móveis, como a sueca IKEA, e petrolíferas como a Shell, a Total e a BP. Na Ásia, para além das marcas chinesas referidas, a que se associa o China Construction Bank na 13ª posição, e da sul-coreana Samsung, ocupam ainda lugar de relevo as marcas das construtoras automóveis japonesas Toyota e Mitsubishi.

A Amazon que, em 2019, tinha um valor de marca de perto de 188 mil milhões de dólares, passa este ano a valer mais de 220 mil milhões. Também o valor da marca Google progride de 142,7 mil milhões de dólares em 2019 para 159,7 mil milhões em 2020. A marca Samsung, que mantém a quinta posição, valoriza-se, de um ano para o outro, quase três mil milhões de dólares. De acentuar que, ainda de acordo com a classificação da Brand Finance, quatro empresas obtém uma avaliação de marca superior a 100 mil milhões de dólares, sendo três delas tecnológicas (considerando-se a Amazon como uma empresa de retalho).

(publicado em Exame Moçambique, nº 91, Ago/Set 2020)

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