Fado

O que parece é que, no caso da imigração, tem preponderado a total incompetência, legitimada por ideologias esquizofrénicas da esquerda "woke", que domina a esquerda contemporânea.
As restrições à migração oriunda da designada CPLP, comunidade dos países que falam português, traz grandes dificuldades ao sector do comércio e serviços, turismo e agricultura. Neste último sector, a mão-de-obra imigrante representa cerca de 40% do emprego.
Centeno, nisto, tem razão: a economia não funciona sem mão-de-obra imigrante. Mas, privilegiar, em alternativa, os imigrantes altamente qualificados, é um paradoxo, já que Portugal exporta gente qualificada em que, ademais, investiu. É um contrassenso.
As empresas têm razão para se preocupar. Os cidadãos têm razão para se preocupar. A imigração produziu uma alteração demográfica que faz, naturalmente, mossa na sociedade. Para além do volume (10% da população nativa) o choque cultural é evidente. Com repercussões palpáveis, como na procura de serviços sociais.
A maior parte deste volume migratório constitui uma reserva laboral à espera de trabalho. Não desconta coisa nenhuma e, porventura, acede à protecção do Estado.
Isto está a gerar um clima de racismo e xenofobia alimentada por tugas grunhos nas redes sociais e amplificada no sentimento da população.
A importação de mão-de-obra tem de ter critérios quanto à sua possível integração.
O que parece é que, no caso da imigração, tem preponderado a total incompetência, legitimada por ideologias esquizofrénicas da esquerda "woke", que domina a esquerda contemporânea.
É o que têm os portugueses depois de muitas eleições.